As principais queixas nos consultórios

24/07/2017

Esse post busca explorar e explicar um pouco algumas das principais queixas que aparecem no consultório.

Depressão

A depressão é um espectro muito amplo, que envolve inúmeros tipos, formas e graus de sofrimento. Hoje tendemos a diagnosticar como depressão qualquer tristeza, até porque a tristeza é considerada patológica numa sociedade em que o prazer e a felicidade são tão cultuados. Porém, a depressão efetiva existe e afeta milhões de pessoas, sendo considerada o mau do século. Famílias disfuncionais, pressão no trabalho, traumas na infância, essas são algumas das possíveis causas da depressão

Ciúmes

De acordo com a psicanálise, o ciúme origina-se na fase em que a criança se depara com o complexo de Édipo: quando idealiza e disputa o lugar do pai rival de mesmo sexo, para obter a admiração e o amor do pai de sexo oposto. Nessa fase começam a ser alimentados os sentimentos de cunho narcisista e de competitividade com o rival. Esse rival vai colocar em evidência para a criança que ela não representa a totalidade e a perfeição para o pai de sexo oposto.

Bulimia

Estudos recentes demonstram que de 3 a 6% da população geral apresenta bulimia dita multi-impulsiva (BMI). Esse tipo de bulímia caracteriza-se pela presença prevalente de um transtorno do impulso, o que se traduz por atitudes precipitadas e desprovidas de ponderação ao longo da vida. Observa-se uma associação da BMI com outros problemas comportamentais, como delinquência juvenil, uso e abuso de drogas e outros transtornos alimentares.

Ansiedade

A ansiedade, juntamente com a depressão, é sem dúvida o mal do século. Quem não sofre de ansiedade hoje em dia parece ser a exceção, porém a ansiedade pode chegar a graus intoleráveis e simplesmente paralisantes. Nesses casos, muitas vezes uma depressão geralmente existe em comorbidade e a terapia é necessária. A ansiedade tem inúmeras formas e causas, por isso é importante investigar as raízes do sintoma e o ambiente que parece mais propício para o aumento em intensidade dessa ansiedade.

Angústia

A angústia é um sintoma, revela que algo está disfuncional em nosso funcionamento e precisa ser observado e acolhido. A angústia é primitiva no desenvolvimento do ser humano e remete a primeira infância. A angústia é uma constrição no peito e/ou na garganta que nos deixa sem ar e sem perspectiva de melhora. Uma sensação de pânico, medo ou desespero pode acompanhar e agravar a sensação, podendo gerar até uma crise de pânico.

Timidez

A vergonha, ou timidez é algo que todos sentimos em algum grau, porém quando atinge patamares mais elevados que nos impedem de fazer determinadas coisas por medo do contato com o outro, estamos falando de ansiedade social, ou até mesmo de fobia social. Nesses casos a terapia vai ajudar, pois no ambiente seguro e desprovido de julgamento, paciente e terapeuta trabalham em conjunto com um só objetivo: ajudar o paciente. Não tenha vergonha de buscar terapia, esse primeiro passo é o mais importante.

Stress

O stress é atualmente um problema muito comum devido a grande pressão que sofremos pela alta competitividade no mercado de trabalho e pela pressão de um tempo cada vez mais denso. O stress pode desencadear sintomas muito intensos de ansiedade, depressão e até abuso de substancias na tentativa de se automedicar, o que pode piorar o quadro e gerar comorbidades.

Transtorno Obsessivo Compulsivo

No TOC o cliente pode ficar muito desconectado da realidade, fixando-se totalmente nos seus rituais e pensamentos obsessivos. Quem sofre de TOC sabe que os seus rituais não tem sentido lógico e muito de seu sofrimento decorre desse ato de remoer os seus pensamentos, tentando lutar contra o impulso de repetir um ato na tentativa de sentir-se purificado, limpo, ou descontaminado.

Transtornos alimentares

Os transtornos alimentares marcados pela compulsão parecem estar relacionados com a presença de um comportamento impulsivo desde a infância. Assim, pessoas que tendem a lidar com afetos negativo de forma precipitada e pouco reflexiva apresentam risco maior de desenvolver um comportamento compensatório na tentativa de se "automedicar" para diminuir a intensidade de um sofrimento. Outros problemas como abuso de drogas, jogo e delinquência podem estar associados nesses pacientes impulsivos.

Fobia

A fobia se caracteriza pelo medo intenso e irracional de um evento, objeto, ou contexto particular. Ela em geral está associada a um trauma e pode ter como comorbidade um quadro de ansiedade generalizada, ou a uma depressão. A fobia pode ser tratada pela dessensibilização gradual, em que o sujeito é exposto ao objeto temido em graus de intensidade e exposição graduais, a psicoterapia acompanha e modula esse processo de dessensibilização através da relação de confiança na aliança com o terapeuta

Medo

O medo é um instinto essencial para a sobrevivência de qualquer espécie, no entanto, uma resposta de medo fora de contexto, que não corresponde a uma situação ameaçadora, pode ser um sintoma que sinaliza que algo não está bem. Em geral as respostas fisiológicas de medo mal adaptativas têm em sua origem uma cena traumática em que o medo e a fuga foram a única resposta possível e o organismo ficou paralisado diante dessa falta de repertório. O tratamento envolve a criação de um repertório novo que dê conta desses contextos registrados como insolúveis.

Timidez

A vergonha, ou timidez é algo que todos sentimos em algum grau, porém quando atinge patamares mais elevados que nos impedem de fazer determinadas coisas por medo do contato com o outro, estamos falando de ansiedade social, ou até mesmo de fobia social. Nesses casos a terapia vai ajudar, pois no ambiente seguro e desprovido de julgamento, paciente e terapeuta trabalham em conjunto com um só objetivo: ajudar o paciente. Não tenha vergonha de buscar terapia, esse primeiro passo é o mais importante.

Insegurança e autoestima

A insegurança está intimamente relacionada com a imagem interna que carregamos de nós mesmos. Reconhecer primeiramente os contornos dessa imagem é um passo importante de sensibilização para que possamos nos aproximar de nós mesmos e potencialmente vir a perdoar traços que vemos como falhos, ou inadequados. Tendemos a nos julgar incessantemente, muitas vezes sem nem perceber como e quando fazemos isso. Identificar esse tipo de comportamento inconsciente e aprender a mudá-lo acontece ao longo de uma terapia. Dentro da abordagem formativa, entende-se que a experiência emocional está diretamente relacionada com atitudes musculares de nosso corpo, assim identificando-as, podemos influenciar a nós mesmos.


Dependência tecnológica

Sobre a dependência tecnológica: Com os avanços tecnológicos das últimas décadas, a tecnologia tem ocupado um lugar predominante na vida da maioria da população. Os jogos eletrônicos por exemplo tornaram-se extremamente populares e uma das atividades de lazer mais frequente e satisfatória na vida das crianças, adolescentes e adultos. O realismo cada vez maior dos games e a dimensão que a tecnologia ocupa nas relações atuais intensificam os estímulos recebidos no cérebro, algumas pesquisas chegam a demonstrar que a produção de dopamina aumenta exponencialmente quanto mais o indivíduo utiliza as redes sociais, ou os games para obter satisfação, similar ao que ocorre com as dependências de substâncias.