Transtornos do Impulso

27/11/2017

Um pouco do que aprendi no curso de transtornos do impulso no hospital das clínicas sobre impulsividade excessiva e patologias derivadas (texto de minha autoria baseado no livro: Clínica da impulsividade, desenvolvido pelos profissionais do AMITI que ministram o curso):

Para se entender o fenômeno impulsivo é essencial compreender a sua natureza multidimensional, devida a heterogeneidade dos comportamentos impulsivos, pois cada um deles manifesta um funcionamento próprio do qual decorre a falta de controle. Observa-se que segundo o transtorno, ou grupo diagnóstico em questão, determinada dimensão impulsiva estaria alterada, ou por falha de um freio em particular, ou pelo prevalecimento de um impulso. Nesse modelo diagnóstico, as dimensões a serem consideradas são as seguintes:

Instabilidade Afetiva: Deficiência de freio a nível afetivo. Dentro da qual enquadram-se, por exemplo, o transtorno de personalidade borderline e os transtornos do espectro bipolar.

Falhas Cognitivas: Instabilidade ou dificuldade de atenção, disfunções executivas ou inteligência comprometida. O exemplo mais claro é o do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Deficiência Empática: Síndromes em que se denota uma aquisição defasada do código de valores sociais, como no transtorno antissocial de personalidade.

Impulsividade Hedônica e Desejo: Transtornos relacionados ao uso de substâncias e dependências comportamentais, onde se destacam uma voracidade hedônica e um comportamento aditivo.

Impulsividade Agressiva: Caracteriza as síndromes que apresentam um ímpeto agressivo descontrolado, manifesto por hetero-agressão ou auto-agressão. Um exemplo paradigmático é o transtorno explosivo intermitente (TAVARES et al., 2015).